Ascensão Espiritual da Terra

por Weimar Muniz de Oliveira

Nossa intenção não é a de preocupar o leitor, mas esclarecê-lo a respeito do assunto do momento, diuturnamente divulgado pela Mídia, ou seja, as naturais mudanças físicas e psíquicas a que o planeta está sujeito em sua escalada evolutiva, com inevitáveis consequências sociais, políticas, econômicas e morais-espirituais.

De um lado, cumpre-se a lei universal da teoria da evolução, em todos os setores da criação divina, corpóreos e incorpóreos.
A história geológica do próprio orbe nos fornece a memória da necessidade de tais mutações, quando se deu a divisão da única massa de terras até então existente – Pangeia –, em vários outros blocos de terras, dando-nos a visão do planeta de hoje, com os continentes conhecidos.

De acordo com essa tese, do geofísico e meteorólogo alemão, Alfred Lothar Wegener (1880 – 1930), havia um bloco único de terras.

Eis sua tese, segundo a Enciclopédia Mirador Internacional – Enciclopédica Britânica do Brasil (Vol. 6, p. 2820):

“Partindo da semelhança de traçado entre o litoral oriental da América do Sul e a costa ocidental da África, cujas saliências e reentrâncias se correspondem, imaginou-se que os continentes teriam, num passado distante, constituído uma grande massa única; posteriormente, com a fragmentação desse bloco, originaram-se os atuais continentes.”

2 – A evolução, lei universal, que vigora sobre todos os seres, materiais e imateriais, cumpre-se, pois, nos mundos físicos, que se acham também adstritos ao governo e influência das potestades espirituais.

Temos, assim, a convicção de que, lá um dia, o planeta Terra terá guarida entre os demais irmãos do Sistema Solar e da Galáxia que já ascenderam às instâncias celestes.

Tudo, espírito e matéria, advém do fluido cósmico universal, de suas incontáveis modificações energéticas, pelo que se deduz do cap. II, de “O Livro dos Espíritos”, sobressaindo-se a questão nº 27.

Todavia, só mesmo Emmanuel para nos facultar a ideia que mais se aproxima da realidade, do nível de compreensão e aceitação de que carecemos e buscamos.

Diz Emmanuel, em Justiça Divina – FEB-Rio de Janeiro – 4ª edição, p. 12/124, psicografia de Francisco Cândido Xavier:

Ante os Mundos Superiores

“Quando nos referimos aos mundos superiores, recordemos que a Terra, um dia, formará entres eles, por estância divina. Atualmente, no entanto, apesar das magnificências que laureiam a civilização em todos os continentes, não podemos alhear-nos do preço que pagará pela promoção.

Sem dúvida, os campos ideológicos da vida internacional entrarão em conflitos encarniçados pelo domínio. As nuvens de ódio que se avolumam, na psicosfera do Planeta, rebentarão em tormentas arrasadoras sobre as comunidades terrestres. Contudo, as vibrações do sofrimento coletivo funcionarão por radioterapia na esfera das alma, sanando a alienação mental dos povos que sustentam as chagas da miséria, em nome da ideia de Deus, e daqueles outros que pretendem extirpá-las, banindo a ideia de
Deus das próprias cogitações.

Engenhos de extermínio desintegrarão os quistos raciais e as cadeias que amordaçam o pensamento, remediando as agonias econômicas da Humanidade e dissipando as correntes envenenadas do materialismo, a estender-se por afrodisíaco da irresponsabilidade moral.

3 – O ilustre Mentor dando a entender que a lei de Causa e Efeito, ou Lei do Carma dos orientais, cumpre-se não apenas com relação a cada pessoa, individualmente considerada, mas também relativamente às coletividades e às próprias nações, preceitua:

*
Enunciando, porém, semelhantes verdades, é forçoso dizer que não somos profetas do belicismo, nem Cassandras do terror.
Examinamos simplesmente o quadro escuro que as nações poderosas organizaram e que lhes atormenta, hoje, os gabinetes de governança, ainda mesmo quando se esforçam por disfarçá-lo nos banquetes políticos e nos votos de paz.
E, ao fazê-lo, desejamos apenas asseverar a nossa fé positiva no grande futuro, quando o homem, superior a todas as contingências, respirar, enfim, livre dos polvos da guerra que lhe sugam as energias e lhe entornam inutilmente o sangue em esgotos de lágrimas.

4 – Em sequência, Emmanuel apela para os devotos da imortalidade, para os que, convictos e sem receio do pior, sabem que Deus, sendo o AMOR, conceder-nos-á o melhor.
De fato. Conscientes da misericórdia divina, sabemos que dos destroços e pandemônio levantar-se-á uma nova e saudável civilização, que, rumando-se, daí por diante, para libertação de todos os entraves e quistos psicológicos, haverá de conquistar, com o tempo, dedicação e trabalho, a ventura e a perfeição celestiais, tão sonhadas e almejadas.

5 – Finalizando a oportuna advertência, diz Emmanuel:

Abrindo as estradas do espírito para essa era de luz, abracemos a charrua do suor, pela vitória do bem, seja qual seja o nosso setor de ação.

Obreiros da imortalidade, contemplaremos os habitantes da Terra a emergirem de todos os escombros com que pretendam sepultar-lhes as esperanças, elevando-se em direitura de outras plagas do Universo! E, enquanto nos empenhamos, cada vez mais, em largas dívidas para com a Ciência que nos rasga horizontes e traça caminhos novos, vivamos na retidão de consciência, fieis ao Cristo, no serviço incessante de burilamento da alma, na certeza de que, se a glorificação chega por fora, a verdadeira felicidade é obra de dentro.

Weimar Muniz de Oliveira é magistrado aposentado, presidente da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas (ABRAME) e do Lar de Jesus, Diretor da Federação Espírita do Estado de Goiás (FEEGO) e membro do Conselho Superior da Federação Espírita Brasileira (FEB). [email protected] e [email protected]

 

 


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