Ciência e vida espiritual são inseparáveis, afirma Dr. Walter Teixeira

Com mais de 35 de atuação, Dr. Walter Roque Teixeira, médico neurologista, atuante no Hospital Santa Isabel de Blumenau, esteve na S.E. Nova Era, com palestra com o tema "Medicina e Espiritualidade". Nesta entrevista exclusiva ele fala mais sobre o assunto. 

Em seus mais de 35 anos na área médica, o senhor pode citar situações que evidenciam a força da espiritualidade no processo de cura?

A experiência tem mostrado a importância da espiritualidade no tratamento dos pacientes. Não é conveniente, perdoe-me, citar casos específicos, mas é muito diferente estar em frente de alguém que se comporta como um técnico em medicina ou um “profissional”, como orgulhosamente alguns se autodenominam, preocupados apenas com a doença e pouca importância dando ao portador dela, ou, frente de um igual que, porém, demonstra carinho, atenção, preocupação e humanidade. Só isto, em meu entender, é capaz de mudar o curso de qualquer tratamento. É muita pena que os responsáveis pelos Cursos de Medicina não deem importância a este pequeno, mas fundamental detalhe, que pode mudar completamente o relacionamento médico-paciente e produzir resultados mensuráveis.

Por que existe resistência, as vezes exageradas, na maioria dos médicos, em aceitar a imortalidade do espírito?

Na realidade é uma abordagem dependente de crença individual. O ser humano é um mosaico e suas crenças não poderiam se comportar de forma diferente. Em nenhum aspecto do comportamento humano vamos encontrar unanimidade. De qualquer forma, sempre haverá uma dependência de que nossas crenças sejam incrustradas já na infância; como disse, o curso de medicina é muito organicista; o médico desde os primórdios de sua formação acostuma-se a lutar contra as enfermidades baseados em conceitos anatomofisiológicos e não recebe qualquer treinamento ou orientação espiritual. Nos países desenvolvidos isto vem paulatinamente se modificando. Talvez no futuro consigamos ter abordagem dos aspectos espirituais de forma mais intensa nas Universidades. Agora, é uma questão de crença e formação individual.

– Qual a visão do futuro que o senhor tem sobre a relação ciência e vida espiritual?

Penso que são inseparáveis. Citei anteriormente que nas Universidades Americanas, Canadenses e Europeias a discussão e por consequência a valorização das relações das questões da ciência e das questões espirituais estão sendo cada vez mais valorizadas. Tenho esperança de que isto também vá acontecendo em nosso País.

Entrevista a Manoel Fernandes Neto, editor do portal Nova Era.


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