Convertibilidade

Edir Salete

Espíritos simples e ignorantes, determinados a perfeição, fomos criados pela expressão exclusiva do amor de Deus, com objetivos superiores para desenvolvermos nesse Planeta.

Como a natureza que sofre contínuas transformações no outono, inverno, primavera e verão, para voltar renovada na próxima estação, nós também vamos nos aperfeiçoando continuamente. Somos crianças alegres, viçosas, na primavera; jovens, idealistas no verão; a madureza se faz no outono quando as primeiras folhas já secas e amareladas demandam ao solo e o inverno é sentido na decrepitude dos anos, a velhice chega trazendo além da sabedoria, também o peso dos anos que se foram… cada fase com sua beleza, seus encantos, suas lições, suas recordações.

Somos guiados pelo determinismo divino, que vai nos modelando diante dos sinais daquilo que fazemos de forma certa ou equivocada durante a existência.

Mas, e nosso aprimoramento moral como se faz ?

Necessário é que nos analisemos. Em verdade o processo de melhora é ininterrupto, é a Lei do Progresso nos impulsionando. Nossos objetivos de mudança hão de ser claros e definidos para que tenhamos êxito. Sabemos que tudo que está em nós, as mazelas, vícios, paixões, inseguranças, medo e também a inteligência, o pensamento, a saúde, o corpo perfeito ou limitado, tudo isso são instrumentos de progresso.

Léon Dennis, em sua obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, diz:

O sofrimento físico e moral é para que o Espírito seja depurado, limpe-se das partículas grosseiras, para que a centelha que temos nas profundezas da inconsciência, se converta em chama radiosa, centro de vontade, energia e virtude.
Assim, se temos consciência de que somos seres eternos, fadados a perfeição temos que aceitar inclusive nossas imperfeições, para que elas possam ser transformadas, processadas e requalificá-las para nos integralizar e, fazermos parte da harmonia Universal.

E, como na natureza onde a semente tem o seu tempo para germinar, nada acontece de forma miraculosa, nós também temos o tempo como aliado de progresso.

Necessário é que iniciemos essa metamorfose existencial, aprimorando aquilo que somos, olhando para dentro de nós e percebendo todas as existências como etapas importantíssimas .

Obviamente não precisamos de martírio e nem autoflagelação, as mudanças devem ser paulatinas iniciando pelas coisas mais simples, mais fáceis para depois irmos nos estruturando moral e espiritualmente para os cometimentos mais enraizados e também os atavismos que ainda nos freiam a caminhada.

Haverá lutas íntimas, com certeza !

Para obtermos sucesso na nossa empreitada temos pela frente a eternidade, aliada ao nosso livre arbítrio que nos farão um dia dizer como o Mestre disse ao pescador de Cafarnaum, Simão Pedro, seu mais ativo companheiro de apostolado “E tu, quando te converteres, confirma teus irmãos” (Lucas, 22:32)

Então, somente quando pudermos dar testemunho de nossa conversão pela transformação moral, poderemos nos considerar aprendizes e discípulos fiéis do Mestre Jesus.

Sigamos pois, incessantes e sem desânimo !
 


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