Entrevista Silvio, URE4

Entrevista a Manoel Fernandes Neto

– Com a criação das UREs qual a sua percepção sobre as diferenças de atuação em relação aos antigos CREs?

Foi apenas uma medida administrativa para usar a mesma denominação que já era usada nas Federativas do Rio Grande do Sul e Paraná mas sem mudança prática.

Foi uma mudança administrativa que junto com o novo Estatuto da FEC deu mais autonomia as UREs para dinamizarem ainda mais o Movimento Espírita regionalmente favorecendo as suas características. Passou a ter um incentivo maior para que cada URE desenvolva uma semi-autonomia na realização de eventos e cursos, prestigiando e estimulando as potencialidades locais na formação do Seareiro Espírita e maior dinamismo de divulgação da Doutrina. Ao mesmo tempo em que se planeja a realização de grandes eventos em conjunto com as UREs visinhas em que palestrantes trazidos de outros lugares também façam sua exposição nas demais UREs envolvidas, e dividindo as despesas decorrentes.

– Em 2004, em uma entrevista para nosso portal você disse que a Unificação era um objetivo permanente dos conselhos. Isso continua? Fale-nos a respeito dos avanços nos últimos anos.

Os Espíritos Superiores estão constantemente convidando a Humanidade para a fraternidade que nos leve a trabalharmos juntos para que se efetivem as mudanças evolutivas que a Boa Nova do Cristo nos trouxe. Assim também os Espíritos que dirigem o Movimento Espírita, desde a época de Allan Kardec, tem nos conclamado a trabalharmos juntos, a exemplo do trabalho deles que é organizado e solidário,e ainda nos convidam a trabalharmos junto com eles, pois a Obra não é nossa. Conforme vamos conhecendo melhor a Doutrina Espírita também compreendemos a importância da união e unificação, e temos tido grandes avanços nesse sentido na 4ª URE e na FEC. Aumentaram as trocas de informações e auxílios entre as Casas, expositores da Doutrina já podem fazer suas apresentações em diferentes Casas sem constrangimentos, os Dirigentes e seareiros das diversas Casas se visitam e trocam informações com naturalidade e respeito.

–  Já existe entre os espíritas uma consciência da chamada Unificação?

Apesar dos avanços, ainda tem muito a melhorar quanto a consciência de Unificação, de que trabalhamos para a mesma Empresa Divina e unindo os talentos e esforços ficaremos mais fortes perante as investidas dos adversários e alcançaremos os objetivos com mais eficiência. Muitas vezes se traduz em apenas vibrar positivamente para que as iniciativas de um companheiro ou de outra Casa alcancem sucesso, mas ainda não fomos capazes de vencer o orgulho e egoísmo.

– E os não-espiritas declarados? aqueles que frequentam as palestras, mas ainda frequentam se se declaram de outras religiões. Eles sabem da importância do movimento espírita?

Estes, por ainda não verem os efeitos de um Movimento Espírita atuante que ocupe seus espaços na sociedade, também deixam de ter a devida noção da sua importância.

– Na sua opinião sentimento do “meu” centro espírita já foi superado na nossa região?

Mesmo tendo havido grandes progressos nesse sentido, ainda perdura um certo personalismo em alguns redutos. Enquanto não tivermos consciência de que a Obra é Divina e que devemos nos sentir honrados pela oportunidade de servir na execução da Vontade Maior, ainda encontraremos essas manifestações de ignorância.

– Fale-nos um pouco do panorama atual do movimento espírita em Santa Catarina…

Com a gestão da atual Diretoria da FEC o Movimento Espírita em Santa Catarina está passando um período de harmonia e progresso na União e Unificação dos espíritas que a Federação tem estimulado e até mesmo nos convocado a envidar mais esforços para que venha a ter pelo menos um Centro Espírita em cada município do Estado, oque ainda estamos longe de alcançar, pois só na área de responsabilidade da 4ª URE temos oito municípios sem esse benefício, apesar de nossa URE ser pioneira na criação do Projeto Multiplicar.

Além disso, a adoção do novo Estatuto da FEC enfatiza mais a Federação como sendo um Órgão Orientativo e não Impositivo, formado pelos anseios dos Espíritas e das Casas Espíritas procura compreender e respeitar as limitações de cada um.
Quanto ao Movimento Espírita estadual, tem ocupado cada vez mais seu espaço na sociedade pela participação nos Conselhos Municipais, com presença na mídia e pela dinamização das formas de divulgação da Doutrina com uso de meios pedagógicos e também se destacando o desenvolvimento das diversas formas de arte espírita.


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