\”Haja o que houver, permanece confiando\”

Por Maria Helena Marcon


Na pequena assembléia de gestantes assistidas pela instituição, naquela tarde fria de inverno, uma se destacava.


Apresentava a barriga enorme, denunciando que logo mais daria à luz. E, contudo, mostrava sinais de inquietação no rosto.


Terminada a aula breve e fraterna, a atendente que descobrira os traços de angústia naquela companheira se aproximou, buscando saber das razões.


Foi então que a gestante lhe narrou que nos próximos dias deveria ter o seu bebê e que estava apavorada. Durante todo o período da gestação, se preparara para ter um parto normal.


Entretanto, há quinze dias, o médico lhe informara, depois de uma ecografia, que seu bebê estava sentado e que somente poderia nascer através de uma cesariana, marcando até a data.


Ela estava com muito medo. Tinha um terrível medo de cirurgia e, depois, ela desejava o parto normal, para poder mais cedo e melhor atender seus outros filhos menores.


A atendente a abraçou e conversou com ela longamente. Recordou-lhe as lições que já haviam tido, ali mesmo, naquela instituição.


Lições que falavam da fé e do poder da oração. Que ela tentasse a oração, que falasse com seu bebezinho, pedindo que ele mudasse a posição.


Que falasse com Jesus, o médico divino, suplicando auxílio. A gestante olhou meio desconcertada e perguntou: \”Mas será mesmo que dará resultado?\”


\”Vamos orar juntas, desde agora?\” – convidou a assistente.


Naquele dia, quando se despediu para ir para casa, a gestante acariciava a barriga com carinho especial e sorriu, dizendo:


\”Eu vou tentar.\”


Uma semana depois, ela precisou ser levada às pressas para a maternidade. Na madrugada, a bolsa se rompera e ela entrara em trabalho de parto, antes da hora assinalada pelo médico para a cesariana.


Ela teve medo. E agora? O que iria acontecer?


Chegando ao hospital, atendida de imediato, foi conduzida à sala de parto.


Para surpresa do médico e alívio da mãezinha, o bebê já mostrava a cabecinha despontando, prestes a nascer.


Entre risos e lágrimas de surpresa, gratidão e alívio, a gestante deu à luz a um belo garoto, que nasceu de parto normal, sem maiores dificuldades.


É Joanna de Ângelis Espírito que nos recorda: \”Haja o que houver, permanece confiando\”.


Se tudo estiver contra, e o insucesso te ameaçar com o desespero, ainda aí espera a divina ajuda.


A lei de Deus é de amor. E o amor tudo pode, tudo faz.


Quando pensares que o socorro não chegará em tempo, se continuares esperando, descobrirás, alegre, que ele te alcançou minutos antes do desastre.


Pesquisa:  Vida Feliz, cap. CXIII (só os pensamentos) ; História narrada por trabalhadora do grupo de gestantes do CEIC, em reunião de avaliação ocorrida em data de 15.6.2000.


Maria Helena Marcon é Presidente da Federação Espírita do Paraná e Diretora do Centro Espírita Ildefonso Correia, da cidade de Curitiba – PR, onde reside.


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