O dia em que senti Deus na Arte

Maria Goretti Venutti, do Caridade sem Fronteira.

No encontro de Florencio e Vansan, a Força Divina tocou meu coração.  

Muitas vezes, perguntei a mim mesma qual seria melhor forma de me aproximar de Deus, a ponto de sentir a Sua energia me contagiando, a certificar Sua presença bem aqui, ao meu lado.

Seria somente por meio das orações, elevando o meu pensamento aos céus, contemplando o infinito?

Ou, quem sabe, o contato com a Mãe Natureza, sentindo o frescor do vento a acariciar o meu rosto?

Há quem diga que o sublime toque das ondas que acariciam nossos pés sobre a areia fina e brilhante, seja o sinal de Deus dizendo: “Estou aqui.”

Quem sabe na contemplação de um sorriso inocente de criança, que energiza nossa alma na certeza de que o amanhã será melhor? Neste momento, penso: Ele também está aqui.

Há tantas maneiras de enxergar e entender, que me perco em como, realmente, acertar.

E nesta busca incessante, na incerteza de tê-Lo próximo a mim, percebi, em uma fração de hora, que bastava somente entregar-me de corpo e alma e senti-Lo.

E foi desta maneira que me dispus a assistir a um evento de Arte de dois expoentes da Arte Espírita, na sexta-feira, 20 de agosto, em Blumenau: Vansan e Florencio Anton. Um encontro que resultou na magnitude do Amor.

Na musicalidade da voz e no dedilhar do violão de Vansan, percebi que a energia daquela música se apoderava de minha alma.

Na contemplação da pintura de artistas do invisível, pela inspiração de Florencio, misturando-se aos vários matizes e nos presenteando com suas telas na representação da natureza e do homem em mil formas de beleza, senti que ali Ele também estava presente.

Fechei os olhos, deixando fixadas em minha mente todas as cores e ampliei meus ouvidos às notas musicais e à voz da entrega total, formando, assim, um grande elo de Amor.

E chorei. Chorei sentindo minha alma se expandir de tal maneira e sabendo que, a partir daquele momento, o fardo mais pesado se tornaria leve e suave.

E entre lágrimas e emoção, percebi naquele momento, ao meu lado, a mais sublime energia, revitalizando-me e me acompanhando.

Ele estava ali, junto de mim.

Nesta contemplação e enlevo, a junção da música e da pintura, da renovação e do aprendizado, dos sentimentos aflorados e da alegria incomum, entregara-me ao Pai em agradecimento por Ele ter tido, ali, a oportunidade de estar presente.

E, finalmente, percebi que eu não necessitaria buscar maneiras concretas de sentir a Sua presença. Bastava somente seguir a música:

– Quando eu quero falar com Deus, eu apenas calo…
 


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