Para Samuel Gomes, estudar Jesus é compreender quem seremos no amanhã

O portal Nova Era falou com exclusividade com o palestrante Samuel Gomes. (Entrevista a Manoel Fernandes Neto)

– Você pode falar um pouco da palestra "A natureza íntima de Cristo"?

Comentar sobre a natureza íntima do Cristo é falar da natureza de um Espírito Puro. No Livro dos Espíritos, na questão número 112 nos informa que uma das características do espírito puro é a de não sofrem nenhuma influência da matéria, e isto já nos faz pensar de forma que, as circunstâncias que causam sofrimento humano, materialmente falando, não poderiam causar dor nele. Sua mente tem uma característica limpa das energias que a nossa possuí, onde as energias animalizadas é que determinam o funcionamento na maioria dos homens. Instintos com raiva, mágoa, tristeza, medo e outras que são frutos da evolução animal, nele não tem mais respaldo para agirem. A serenidade, o equilíbrio são suas marcas. O amor está além de tudo o que chamamos até agora desse sentimento, caracterizado no apego, no egoísmo, na particularidade e na preferência. Em suma estudar Jesus é procurarmos compreender quem seremos no amanhã.

– Conhecimento de si mesmo é um tema importante dentro da doutrina. Qual são os principais obstáculos nesta área?

O autoconhecimento é a porta pela qual entramos em contato com nossa natureza real – O Espírito. Sabemos que somos espíritos pelo conhecimento. Na investigação íntima poderemos sentir essa realidade em nós mesmos. Há uma diferença entre conhecimento e autoconhecimento, o primeiro precisa de símbolos e informações, experiências e ensinos. Na segunda estudamos a característica dos ensinos vivos que trazemos em nossa intimidade, sem símbolo e valores superficiais. O autoconhecimento para a Doutrina, no meu modo de ver, é a nova etapa de estudos que deveremos fazer daqui para frente, um estudo no livro sagrado de Nós mesmos. Os obstáculos estão principalmente na forma como observarmos a existência: olhamos para fora e não para dentro. Esperamos que os outros nos desenvolvam e conduzam, o que se opõem ao autoconhecimento que nos convida a caminharmos com os nossos próprios pés. Exige dedicação e carinho como uma necessidade da alma.

– Como você analisa o movimento espírita hoje e suas vertentes?

O Movimento Espírita está em processo de aprofundamento. Apesar de muitos terem medo de seu crescimento, defendendo a manutenção de suas bases, precisamos explorar seus ensinamentos agora de dentro para fora. As vertentes que vemos nesse momento em ação no movimento espírita é decorrente dos diferentes compromissos que os responsáveis pela sua divulgação e manutenção possuem como compromisso pessoal dentro de vasto campo de estudos espirituais. Representa uma movimentação dinâmica que acompanha a vida em seu crescimento natural e com a Doutrina Espírita não seria diferente, principalmente na forma de investiga-la e estuda-la. Isso não quer dizer que precisamos muda-la, seus princípios são águas vivas que saciam a sede do ser. Precisamos apenas desenvolvê-las em nós.

– Qual o grande desafio atual das casas espíritas?

Acompanhar o crescimento do Mundo. Continuar dando o recado a que foram chamadas a fazer. Elas são as casas do caminho que refletem o trabalho inaugural dos Apóstolos de Jesus quando este voltou para o Plano Maior. Talvez vai mudar a condição de auxiliar o que está perdido e o sofredor, para um propósito de maior conscientização de sua real natureza – a espiritual. Num processo de regeneração.

– Quais são suas expectativas da viagem a Gaspar?

Divulgar o trabalho de autoconhecimento, dentro daquilo que observo como sendo um despertar de uma nova consciência. Novo ciclo de desenvolvimento do ser espiritual nas perspectivas humanas em que a Terra estará entrando e que todos nós sejam aqui no sudeste ou no sul ou em qualquer parte do Brasil no movimento espírita também precisam começar a se interessar.

 

 


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