Pensamento é a principal ferramenta para transição, reafirma Esther Fregossi

Esther Fregossi Gonzalez (FEC) falou sobre mediunidade e afrimou que o mundo de regeneração é em si mesmo um mundo transitório para outros mundos.  Ou seja, a transição só está começando.

O pensamento individual de cada ser encarnado pode mudar o mundo. Foi esta uma das principais mensagens trazidas por Esther Fregossi, na segunda noite de realização da Jornada do Conhecimento da S.E. Nova Era, com a presença de mais de 120 pessoas em seu auditório ontem, 10 de julho.

Falando sobre A Mediunidade e o Mundo de Regeneração, Esther trouxe a reflexão de que as pessoas focam sua atenção naquilo que é mais comezinho na natureza humana, esquecendo-se o alicerce da comunicação entre os dois mundos, que é o exercício nobre da mediunidade, a qual se torna possível pela sintonia que cada qual adota. “Enquanto a Humanidade não utilizar esta força interior, que é o pensamento, não completaremos o ciclo da transição”.

Vice-presidente da FEC na área da mediunidade, Esther explica que este ciclo somente está começando. Ela mostrou, didaticamente, que a cada processo de mudança na escala dos mundos vivemos períodos que podem ser chamados de “lapsos”, em que o velho e o novo mundo convivem sem harmonia, e revela e agrava conflitos interiores com origem no histórico reencarnatório de cada ser.

Este processo está somente no início, segundo Esther; o mundo de regeneração é em si mesmo um mundo transitório para outros mundos. O que aumenta a responsabilidade de cada um em relação ao entendimento correto do que está ocorrendo na terra.

Visão de futuro

Cataclismos, fenômenos de todos os tipos não passam de ajustes necessários no cenário terrestre, com ensinamentos que visam deixar o mundo mais harmônico para um ambiente de regeneração. Neste contexto, a comunicação com o mundo invisível é fundamental e isto já vem ocorrendo desde o início dos tempos, já que todos possuem mediunidade natural em sua essência, revelada, principalmente,  por meio de inspirações em nosso dia a dia.

Com a chegada da Codificação Espírita, essa comunicação se aprimorou com mensagens organizadas, explicações sobre nossa essência espiritual, processo de vidas sucessivas e textos que explicam que a nossa mediunidade natural nos auxilia essencialmente em nossa transformação moral.

Após traçar este panorama histórico, Esther lembrou que, nesses 155 anos, centenas de mensagens individuais e por meio de livros psicografados foram apresentadas a toda a Humanidade e principalmente para os espíritas, simpatizantes e estudiosos. Textos que revelam a essência de toda a transformação: ela deve começar de dentro para fora, do interior para o exterior. A palestrante lançou a indagação reflexiva: “Mas o que estamos fazendo com essas informações?”

Esther revelou que fica muito decepcionada com atitudes de alguns espíritas frequentadores de Casas Espíritas que saem “extasiados” de um filme como o “Nosso Lar”, baseado em obra de Chico Xavier. Em vez de se sensibilizarem com a mensagem de transformação do espírito André Luiz, o que mais se vê são afirmações lacônicas como ‘quando eu morrer quero viver na Colônia Nosso Lar’. Ora, disse a dirigente: como querer viver em uma região umbralina, enquanto mundos ditosos nos esperam? “É uma acanhada visão de futuro”, lamentou.

Chamada de consciência

Esse tipo de atitude se espalha no Movimento Espírita e deve ser repensada. Quando falamos em mediunidade, diz Esther, pensamos em participar de mesas mediúnicas, mais como um exercício de orgulho do que em colaboração com o grupo. Esther é categórica: “Prece é sintonia superior, e este contato com o mundo espiritual pode ser feito diariamente”.

Essa compreensão equivocada de alguns pilares espíritas foi repassada pela palestrante, lembrando que o Espiritismo não será a religião do Planeta, e sim os seus princípios estarão instalados em várias religiões, como vem acontecendo. E que o entendimento de “família universal” deve ser estendido a todo o Universo e suas moradas, e não somente à Terra, que é apenas uma entre muitas moradas do Pai.

Para Esther, levar consciência a outras pessoas dispensa prosélitos de porta em porta. A consciência moral é multiplicada pelo “contágio pelo exemplo” de nossas atitudes, seja no trabalho, na Casa Espírita, nas relações familiares. Citando Oswaldo Melo, espírito benfeitor do Estado de Santa Catarina, lembrou que, ao responder qual o primeiro livro espírita que uma pessoa lê, disse: “O primeiro livro espírita que a pessoa lê é o comportamento do espírita”.

Esse “contágio pelo exemplo”, na definição da palestrante, revela a reflexão íntima de cada um. “Que tipo de relação temos com os nossos amigos espirituais?” “Que tipo de vinculação psíquica estamos desenvolvendo?” Questionamentos que ecoaram nas mentes e nos corações de todos os presentes que compreenderam o significado integral de uma das reflexões mais produndas de Esther Fregossi: “Anunciar a Era de Transição é, essencialmente, uma chamada de consciência”.

(Texto:Manoel Fernandes Neto)