Renovação

LAMPADÁRIO ESPÍRITA – Divaldo P.Franco pelo espírito JOANNA DE ANGELIS.

A poda renova a planta.
O filtro depura a água.
O fogo retempera os metais.
A luta dignifica o homem.
O sofrimento purifica o espírito.
A reencarnação é abençoado e valioso ensejo para a Sublimação, na longa jornada da imortalidade.
O atrito gasta arestas.
O instrumento no uso, gasta-se.
A atividade gasta as energias.
A reencarnação gasta as dívidas cármicas pela aplicação da atividade bem orientada que se deve imprimir ao labor da própria santificação.

O amor renova as experiências da coragem.
A dor mensura a fragilidade humana.
A esperança estimula nos embates renhidos.
A alegria espalha bênçãos.
A tristeza convida a meditação.
A reencarnação é expressiva doação divina para o enobrecimento do espírito em evolução.
A chuva abençoa com a abundância.
O sol abençoa com a luz e o calor.
A noite abençoa com a oportunidade do repouso.
A reencarnação abençoa a vida com a renovação de propósitos, o mecanismo de fazer ou deixa de fazer, na elaboração da felicidade intransferível e inalienável para todos nós.

A encarnação é necessária ao duplo progresso moral e intelectual do Espírito:
Ao processo intelectual pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral pela necessidade recíproca dos homens entre si.

A vida social é a pedra de toque das boas ou más qualidades.

Se os percalços se acumulam no nosso caminho, levando-nos à exaustão na luta;

Se as aflições povoam nossa mente, aniquilando a paz; se os sofrimentos se dilatam, impossibilitando-nos a atividade ordeira; se o cansaço invencível nos prende nas amarras do desânimo; se as inquietações nos ameaçam a estrutura do equilíbrio quase em colapso; se as dores morais se sucedem incessantes sem nos oferecerem trégua para a recuperação da paz, agradeçamos, assim mesmo, o favor imerecido da reencarnação que fruimos, coroando-nos com as fortunas do céu para os resgates da terra, renovemo-nos, embora sejam duros os golpes da peleja.

Em momento algum nos deixemos mergulhar nos torpes estados da blasfêmia ou da irritabilidade, da impaciência ou da ira, do desespero ou da malversação do tempo e das possibilidades do corpo e da mente.

Em situação nenhuma nos permitamos a rebeldia ou a descoroçoamento na árdua viagem carnal.

Oremos e oremos, meditemos e meditemos.

Sucedendo à saúde, a enfermidade aflige, mas após ela renovação de paisagens, e bendiremos todas as dificuldades que nos assinalaram a reencarnação benfeitora quando, tudo concluído, chegaremos, de volta, à vida verdadeira.


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