Resumo 15: AS PREDIÇÕES segundo o Espiritismo

Há muitos casos de predições que se realizaram. O Espiritismo vem mostrar que também este fenômeno ocorre segundo leis naturais.

Figuremos um homem sobre uma montanha, de onde pode ver tudo o que se passa na planície; pode acompanhar à distância o trajeto de um viajante e ver p. ex. que, em dado ponto, um ladrão o aguarda para assaltá-lo. Do local em que se encontra, para o homem da montanha, todos aqueles fatos são presente, enquanto que para o viajante, tendo sua visão limitada, a situação em que poderá ser assaltado lhe é desconhecida, e representa o futuro. Se o observador da montanha descer e lhe avisar que será assaltado e socorrido, estará, para o viajante, predizendo o futuro.

Assim também, para os espíritos desmaterializados, não existe espaço nem tempo, estando a extensão e penetração de sua vista condicionadas ao grau de depuração alcançado. Podem então abarcar um período de até milhares de anos terrestres e ver simultaneamente os acontecimentos que para os homens "se desenrolam sucessivamente". Tais acontecimentos muitas vezes dependem da cooperação dos homens para concretização dos desígnios do Criador, pelo que nesses casos podem ser-lhes revelados parcialmente por Espíritos superiores, a fim de que estejam preparados a agir na ocasião oportuna.

Também quando encarnado, tendo já se adiantado moralmente, pode, durante o sono ou em êxtase da dupla vista, desprender-se e ter consciência de fatos futuros dos quais poderá fazer a revelação, dependendo de que devam ou não permanecer secretos. Poderá ainda guardar deles uma vaga intuição "bastante para o guiar instintivamente". A revelação pode também ocorrer por inspiração dos Espíritos, transmitidas maquinalmente sem a pessoa se aperceber do que fala. Quando da iminência de calamidades, revoluções, desenvolve-se providencialmente a faculdade, quando então surgem numerosos videntes.

As revelações podem se apresentar em forma de quadros desenhados pela mente dos Espíritos reveladores, formando imagens para o vidente. Nestes casos, podem representar sugestões, no sentido de levar à realização ou prática de atos necessários à consecução de um objetivo, pelo que o vidente não pode prever o momento da realização, a qual pode também não ocorrer, pois representa um desejo, um projeto.

Para o Espírito "o princípio da visão não lhe é exterior, está nele". Não necessita, portanto, da luz exterior nem deslocar-se para abranger o tempo e o espaço. À medida em que se desmaterializa, desenvolvendo-se moralmente, ampliam-se-lhe as percepções e todas as faculdades.

A Providência regula "os acontecimentos que envolvem interesses gerais da Humanidade". Tendo seu livre-arbítrio, pode o homem não executar a missão por ele aceita no sentido da consecução dos desígnios do Criador, caso em que é afastado de modo que o resultado final de um acontecimento se cumpra. Não há fatalidade, pois, "os pormenores e o modo de execução se encontram subordinados às circunstâncias e ao livre-arbítrio dos homens". Por isso, mesmo que os Espíritos possam prevenir-nos quanto a ocorrência de certos acontecimentos futuros, não lhes é possível precisar a época exata, pois dependem das decisões que serão tomadas pelos homens durante sua consecução. As predições como as de Nostradamus eram verdadeiros enigmas, permitindo interpretações diferentes.

Atualmente os Espíritos, em linguagem comum, fazem advertências como conselheiros que são.

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