Saudade e Esperança

Eduardo Villar

Saudade, uma palavra singular, que não existe em muitos idiomas, e que faz da Língua Portuguesa uma das privilegiadas por poder utilizá-la.

Saudade, vocábulo que nos remete ao passado e nos faz relembrar…

Saudade dos momentos da infância, das brincadeiras, da comida desregrada, das roupas, e porque não dos mimos, dos beijos, dos carinhos;

Saudade dos amigos que nos animaram, nos auxiliaram, nos motivaram ou simplesmente nos escutaram, e que por razões diversas da vida não vemos mais;

Saudades dos carinhos de pai, de mãe, de irmão, que com o desenrolar da vida se tornam mais formais, mais burocráticos;

Saudade do que fomos, das despreocupações, da pureza, da inocência, dos momentos de tranqüilidade e também dos de agitação;

Uma saudade muito diferente da do “ser saudosista”, pois estamos cientes que passou, que estamos em um tempo diferente, e que não podemos retornar…

Mas podemos sim experimentar este sentimento único de saudade, pois invariavelmente nos ensinou, nos incentivou, e certamente nos trouxe grandes momentos de felicidade e permitiu chegar ao que somos hoje.

E se temos saudades é porque temos esperança. Não a esperança de quem duvida de que alguma coisa aconteça. Mas a esperança que mesmo diante da certeza e da verdade que aprendemos, quer ardente e sinceramente que elas aconteçam.

Esperança de reencontrar aqueles que deixamos pelo caminho;

Esperança que nossa luta, nossa batalha para a transformação do hoje produza um amanhã melhor;

Esperança que poderemos viver em equilíbrio e em harmonia permanentemente;

Somos agentes deste ser soberano, o tempo. E devemos trabalhar, auxiliar, escutar, aprender, lutar, viver incessantemente para utilizá-lo ao nosso favor.

Que possamos sempre sentir estes sentimentos de saudade, pois precisamos apreciar o nosso passado, afinal ele é a nossa história. E que tenhamos sim esperança, pois é ela que nos permite aplicar nossos melhores esforços no presente, em busca de um futuro promissor.

Como agentes do tempo, imbuídos da saudade do que fomos e esperançosos do que seremos, que possamos aproveitá-lo a cada momento e viver intensa e entusiasticamente o dia de hoje.

Este conteúdo não reflete, necessariamente, a opinião da Casa Espírita Nova Era.


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