Sejamos Luz

Andrei Moreira

A dor não tem cor, nacionalidade, religião, condição sexual…

Ela não é mineira, africana, francesa, cristã ou muçulmana. A dor é humana. Faz parte da experiência e da historia de todo povo, cultura ou nação que é sempre luz e sombra. Ela é oriunda do sentimento de desrespeito, de invasão, de violência ou de exclusão, dentre tantos outros.

Independentemente de sua origem e de sua identidade ela é curada pelas mesmas medicações: a fraternidade, a inclusão, a dignidade e a compaixão.

Aquilo que nos irmana e nos une, que nos toca, é a capacidade de comoção diante da dor do outro como se ali estivéssemos ou como se se tratasse das nossas vidas. Esta identificação, que tem raízes em nossas historias pessoais, nos comove e nos move.

Não importa para onde sua sensibilidade te leve ou o que te emocione. Onde quer que seus olhos pousem e seu coração esteja, seja luz e faça a diferença. Arregace as mangas na ação transformadora e deixe a verborragia estéril se converter em atos dignificantes que consolem, esclareçam, amparem e abençoem, de maneira pratica.

Onde esteja e onde seu coração peça, brilhe a sua luz e seja um útil instrumento da misericórdia, aliviando a dor humana. Não importa de quem ou onde. Só importa que ela passe, dignamente. Isto começa a acontecer quando duas almas se encontram em um olhar que diz, sem palavras: eu te vejo, eu te sinto, eu te acolho. E para isto não há barreiras geográficas, políticas ou culturais, basta ser humano.


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