Na primeira noite, “Fim do mundo” perdeu espaço para a alegria da Doutrina com Jesus.

Com o auditório lotado, Sidney L. de Souza, de Florianópolis, abriu a 4ª Jornada do Conhecimento da Nova Era, desmistificando os catastrofismos que apontam para o fim do mundo em dezembro de 2012. O tema da jornada deste ano é Transição Planetária.

Sidney, com mais de 30 anos de estudo da Doutrina Espírita, deixou bem claro, com argumentos baseados na Codificação, que esse tipo de medo incutido na cabeça da população encarnada tem um objetivo maior: desestabilizar o ser integral e atrasar o ciclo evolutivo dos Planetas, da Terra em particular.

O seu alerta foi antecedido por uma explicação basilar: existem vários tipos de mensagens que chegam do mundo espiritual. Citando Allan Kardec e o Livro dos Espíritos — “a pedra angular da doutrina” — lembrou que nem todas merecem confiança integral, em virtude de provirem de espíritos que ainda estão na vibração do orbe, com uma visão, na classificação livre de Sidney, “terra-terra” .

Didaticamente, o palestrante explicou que em muitos casos isto se deve à falta de visão dos espíritos, além de seu entendimento moral e intelectual. Aproveitou para cultivar em mais de 100 participantes encarnados que assistiam à palestra que o pensamento é determinante nas companhias que temos em nosso dia a dia.

Compromisso com Jesus

Deu um exemplo prático, de Casas Espíritas, que recebem semanalmente, junto com cada frequentador, diversas companhias espirituais, sempre mais de uma. Na chegada à Casa Espírita, explicou o palestrante, é regra existir uma triagem que impede o acesso ao recinto daqueles espíritos que ainda não estão dispostos à transformação íntima.

É salutar, afirmou Sidney, a manutenção do espírito fraterno — que bebeu nas águas do ensinamento da Doutrina — o maior tempo possível após a ida à Casa. “Devemos ficar felizes todos os dias, alegres, só assim iremos colaborar com nossas companhias do mundo invisível, ao mostrar que estamos nos transformando”.

Esta transformação íntima, para o palestrante, perpassa por Jesus: “Governador da Terra, recebeu nosso Planeta ainda como uma nebulosa, há cerca de 4,5 bilhões de anos”. Trazendo as lições do livro A Gênese, disse que cataclismos, dilúvios e outras ocorrências naturais sempre ocorreram, e “os tempos chegados” são os da transformação íntima no Evangelho, com o coração tomado de caridade, amor ao próximo e tolerância.

Família do futuro

Sidney acrescentou, baseado em estudos de pensadores espíritas, que a participação de Jesus continua no dia a dia da população da Terra. De forma direta, por meio de colaboradores e de outras formas, frutos do seu amor universal. “Muitos espíritos de luz estão se oferecendo ao Irmão Maior para reencarnarem na Terra, a fim de ajudar em seu desenvolvimento.”

O convidado da primeira noite da Jornada do Conhecimento afirmou que esses missionários irão se misturar a todos nós e não saberemos distingui-los, para evitarmos rótulos desnecessários e que alimentam o orgulho. No entanto, Sidney lembrou que a principal característica deste ser é a harmonia que existe no âmago da própria família, já que as relações dentro do núcleo não contam com conflitos psíquicos vindos do passado reencarnatório, um dos motivos das desarmonias nos lares que não vigiam o suficiente.

“A família do futuro é a família do amor”, afirmou, com todas as letras, o palestrante. Seja no seu núcleo de trabalho, com seus vizinhos e com seus laços consanguíneos. “Transformar nosso grupo familiar em um ciclo de transformação social constante é a semente da mudança”.

Além de tantos ensinamentos em uma autêntica aula da Doutrina, Sidney fez o público sorrir em várias oportunidades. Para ele, o Espiritismo é alegria, acima de tudo. Em uma das histórias que trouxe, os personagens foram Divaldo Franco e irmã Dulce. Certa ocasião, ao visitar a missionária, ele a encontrou muito adoentada, em uma cadeira. Compadecido, Divaldo, muito prontamente, ofereceu uma cama hospitalar, dizendo que a irmã Dulce não poderia de forma alguma ficar em uma cadeira naquele estado, e que iria enviar a ela, de imediato, esse utensílio que lhe seria tão útil.

Irmã Dulce, amorosa e paciente, com tudo concordou, sem duvidar de uma só palavra de Divaldo Franco. Mas ao final acrescentou uma frase que traduz a leveza de viver que devemos ter, além dos discursos sobre o fim do mundo.

– Obrigado, meu filho! Com essa, já são 18 camas hospitalares que consegui nesta cadeira.

(Texto Manoel Fernandes Neto)


CONHEÇA SIDNEY LOURENÇO

Natural do Rio de Janeiro é Espírita desde os 14 anos de Idade. Na Cidade do Rio de Janeiro, participou ativamente dos trabalhos junto a USEER – União das Sociedades Espírita do Rio de Janeiro, hoje, CEERJ – Conselho Espírita do Estado do Rio de janeiro, no Departamento de Infância e Juventude durante mais de 25 anos.

Iniciou suas atividades Espírita no Estado de Santa Catarina em 13 de outubro de 1989. Na Sociedade Espírita Obreiros da Vida Eterna e e também Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo

Palestrante, coordenador de grupo de Estudo da Mediunidade, do Livro dos Espíritos, do ESDE por mais de 18 anos, proferiu Diversos Seminários, Cursos no Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo e em todo Estado de Santa Catarina.

Foi Presidente do Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo nos anos de 2006 e 2007, Vice-presidente duas gestões e 1º Tesoureiro em uma Gestão, atualmente membro do Conselho Fiscal e Coordenador e Orientador do Departamento de Infancia e Juventude, Departamento de Mediunidade, Departamento da Família, Departamento do ESDE, Departamento do Passe e Atendimento Fraterno. Coordena Grupo de formação de Médiuns.

Atividade na Federação Espírita Catarinense – FEC:

Diretor do Departamento de Infância e Juventude durante 7 anos consecutivos, Diretor do Departamento Doutrinário durante 3 anos quando Coordenou e Organizou o 4º Congresso Espírita Catarinense na Cidade de Joinville e foi membro do Conselho Fiscal por 9 anos. Coordenou e aplicou o Curso de Gestão Administrativa da Casa Espírita.

Atualmente Participa da Equipe da Vice-presidente de Estudo e Prática Mediunica da FEC.